Diocese
Cruz Alta

 

Agenda do Mês

Salmo do dia

" Aclamai o Senhor, ó terra inteira".

(Sl 99 (100))


O amor constroi comunidade

Amar a Jesus é guardar seus mandamentos básicos. O amor e a obediência cristã não se excluem, mas um depende do outro. Porque o amor brota da obediência, e esta por sua vez expressa e aumenta o amor. Assim mutuamente se apóiam e se plenificam.

Podemos afirmar que Cristo em seu mandamento de amor é repetitivo. Mas não se deve entender tal mandamento como uma lei imposta de fora, mas como uma resposta e necessidade que brota de dentro, do amor que temos recebido de Deus, de nossa condição de amados e nascido de Deus pelo Espírito de Jesus.

O amor no qual permanece o discípulo se cumprir a palavra de Jesus é seu mandato síntese, básico e definitivo. Esse amor tem uma medida prévia: o carinho de Jesus pelos seus; e tem também um modelo que é molde original do mesmo: “Como o Pai me ama, assim eu os amei”. Quando Jesus diz: “como eu os amei” está aludindo à entrega de sua vida; isto constitui a prova máxima e a garantia total de amor, pois, “ninguém tem mais amor do aquele que dá a vida por seus amigos”.

Esse amor com sacrifício e total esquecimento de si mesmo para se dar ao irmão necessitado, triste, deprimido, na solidão, idoso, enfermo, encarcerado... é amor verdadeiro.

Em nossas comunidades necessitamos de um tratamento urgente de alegria e de doação. Pois a impressão é que não há muita gente feliz de verdade e que são raras as pessoas profundamente alegres e contagiantes de um humor jovial. Por quê?  Por causa da existência de um vazio interior, imaturidade pessoal, incapacidade de entrega; numa palavra: a ausência de Amor. Aquele que não ama não se sente amado, está arruinado como pessoa. Mas Deus sempre nos ama e nos mostra como podemos amar.
Peçamos ao Senhor uma boa dose de gozo pascal. Precisamos tanto dele! 
 

Pe. Cleverson Portolan
economo@comnet.com.br

Obra Consultada: liturgia dominical