Diocese
Cruz Alta

 

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Salmo do dia

" Senhor sois meu louvor em meio à grande assembléia!".

(Sl 21 (22))


Pastoral Familiar: suporte seguro para todas as vocações

 

                                                                 Pastoral Familiar: suporte seguro para todas as vocações
 
Pe. José Alex Bento
  Capelão do Exército
 
      Por ocasião do Ano Sacerdotal, tempo favorável, onde todos nós, padres, ministros sagrados e ordenados para o serviço do Evangelho, juntamente, com os irmãos leigos e leigas, que, a nós, se associam pelo sacerdócio comum dos fiéis, somos convidados a   refletir sobre nossa vocação e missão que abraçamos como conseguencia do nosso batismo. Com certeza, muitas iniciativas já foram tomadas, seja no clero diocesano, seja no religioso, seja no âmbito laical. Retiros, ordenações, formações, cursos de aperfeiçamento, anos sabáticos, aconselhamentos, perigrinações, etc..E, Graças a Deus, os resultados têm sido significativos.
Pois, em tempos atuais, onde todos os "ismos" parecem prevalecer, tem sido ardoroso conquistar novas vocações e, mais ainda, sustentar o projeto de Deus na vida dos vocacionados que estão trabalhando. Muitos padres, bispos e leigos, querendo tornar novas todas as coisa em Cristo Jesus, tomaram uma atitude a partir dos apelos do Santo Padre, o Papa Bento XVI, em vista da santificação de suas vidas; e mergulharam em águas mais profundas, salvando, portanto, o ministério; e redescobrirndo, assim, o encanto e o entusiasmo de uma vocação que nasceu para amar e servir. 
      Mas, como nem tudo é flores. Infelizmente, alguns mergulharam num ostracismo sem retorno, ocasionado por escolhas inconseguentes, certamente, devido, a fatores de tom existencial e social, que atingem complexidades sem medidas. Resultado! Muitas vocações que perderam a alegria de servir a Deus na Igreja. Daí as muitas críticas destrutivas, as revoltas, o autoritarismo, as frustações, os medos e insegurança para com o futuro, o mercenarismo, as infidelidades. Por fim, vocações não realizadas. De quem é a culpa? O que fazer? Como sustentar a Graça de Deus que carregamos em vasos de argila? Como fortalecer o sentido de nossa vocação e ação pastoral evangelizadora diante dos desconcertantes apelos da mídia? Como atingir maturidade nos vários níveis de nossa caminhada? São velhos questionamentos que até hoje nos perseguem a todos.
      O Apóstolo das nações, que emergiu na fé como um abortivo, afirma: somos o que somos pela graça de Deus; e na fraqueza é que somos fortes, por isso, em tudo, somos mais que vencedores graças ao Amor de Deus. Não há pra que entrar em desespero. Pois, tudo converge para o bem daqueles que servem e amam a Deus. Só o Espírito Santo, que em forma de estrela, conduziu os Reis magos a Jesus, que Ele nos indique o caminho certo. Pe. Zezinho, numa de suas canções, assim nos ensina: se a vida é uma questão, o Amor é a resposta. Tudo depende do contexto. Cada situação deve ser vista na sua particularidade, mas como fazemos parte de uma igreja que encarna o Reino de Deus pela ação pastoral, penso que uma alternativa razoável, seria o direcionamento a partir da missão da Pastoral Familiar. Se as crises, os problemas, as dificuldades e as provações forem discutidas e resolvidas em família, realmente, é a resposta do Amor de Deus. Se tudo começou e desenvolveu na família, que tudo também termine na família. Que a família comece e termine sabendo onde vai. E, se não é exagero considerar que a vida religiosa e a sacerdotal, nas muitas dioceses e conventos bem como a vocação dos ministros leigos e leigas está em crise, podemos atribuir, como causa, dentre muitos fatores, o crescente relativismo que vem sendo derramado na instituíção famíliar.
      Se a família, fundada e alicerçada, sobre o Sacramento do Matrimônio esta em crise, a sociedade com todos os seus seguimentos compartilha desta dor. Tudo isso porque o futuro da humanidade, o sentido de nossa existência, da nossa vocação, da missão, o exercício da cidadania, o futuro de todos os modelos sociais, de todos os sistemas politicos, de todas as instituições, o futuro da igreja. Tudo passa pela instância da família. E, se nós Padres, sonhamos e queremos na ação evangelizadora da Igreja, leigos e leigas com maturidade de vida e fé, abracemos e promovamos a Pastoral familiar. E, se todos os leigos e leigas, sonham e querem padres e bispos santos; maduros na vida, na vocação e missão, também abracem e promovam a pastoral Familiar, pois tudo brota do seio da família. Entretanto, é preciso conhecer, aprofundar, trabalhar e confiar para assim vermos o resultado acontecer. Poucas são as Paróquias que acreditam na transformação trazida pela Pastoral Familiar no seio da família e da ação evangelizadora de nossa igreja.       Fica esta reflexão para todos nós. Se temos consciência da   importante contribuíção que deram nossos pais e, mais ainda, nossa família, para que a bênção de Deus fosse desenvolvida em nossas vidas, penso ser, saudável e interessante, pastoralmente, abracarmos e, de certa forma, priorizarmos, a missão da Pastoral familiar que consiste: na defesa e promoção da pessoa em todas asa etapas e circunstâncias da vida; na defesa dos valores cristãos para o matrimônio e os relacionamentos pessoais e familiares. Ela se apresenta como um canal pastoral, como um farol que nos guia ao rumo certo. E, como pedagogia de Deus,   tende a favorecer na redescoberta do sentido primeiro de toda vocação em meio ao caos existencial que vivemos. Por fim, Ela transmite o Amor de Deus como resposta aos nossos questionamentos pastorais e existenciais. Tudo isso porque a família é o santuario da vida, célula mãe de todas as sociedades e fonte de bênçãos. Por ela, passará o futuro da humanidade.