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No domingo em que homenageamos as mães celebramos a videira que produz frutos.
A videira da qual fala o Evangelho é uma das imagens mais lindas sobre uma comunidade. Para a comunidade produzir os frutos desejados é necessário que permaneça unida ao Ressuscitado. É no batismo que somos enxertados nesta árvore, que é a comunidade, para produzir frutos é necessário permanecer ligado a Cristo, aos irmãos e irmãs. Se não for assim o cristão, como ramo ligado ao seu tronco, seca, por não se re-alimentar. O alimento vem da Palavra e da Eucaristia. A comunhão com Cristo é condição para produzir frutos. Dar frutos é exigência da vida cristã e essência da pertença a Igreja. O batismo não é uma bilheteria para “comprar” e garantir o céu no final da vida.
O premio eterno no céu, é conseqüência da vida que frutificou em favor dos que precisam ser alimentados. O ramo, isto é, o batizado, que não permanecer e perseverar na comunidade seca e será jogado no fogo. Quem são estes? Os que vivem fechados sobre si, em seu egoísmo, auto-suficiência, comodismo. Estes não precisam de comunidade e conseqüentemente vivem isolados em relação a Cristo. Mas os que perseveram na comunidade ligada a Cristo Ressuscitado, produzem abundantes frutos, que, na solidariedade, são repartidos e garantem a “paz e a segurança” (Cf. CF 2009 Nº 256). Esta realidade tem seu inicio na comunidade familiar. Lá é gerada, com o fruto do amor e de uma união responsável e não de uma passageira aventura. É neste sentido que nossos pastores ensinam que a família precisa ser uma “Igreja domestica” que acolhe, vive, celebra a Palavra de Deus e cheia de esperança, com fidelidade ao projeto de Deus Criador e permanece na abertura à vida . (S.D. 214).
Homenageamos as mães cristãs que compreendem e aceitam que só “Deus é o Senhor da vida”. “A vida é dom de Deus um verdadeiro presente” (rito do batismo). Por isso a mãe abre e prepara o ninho do seu ventre para responsavelmente acolher e gerar uma nova vida. “Ninguém é e nem pode ser árbitro ou dono da vida, pois a criança concebida, não nascida é o ser mais pobre, vulnerável e indefeso que se há de defender e tutelar (S.D 215)”.
O Antigo Testamento nos mostra que os hebreus consideravam a fertilidade da mulher uma bênção de Deus e a esterilidade uma maldição. Porque nossa sociedade não só perdeu esta noção, como estabeleceu leis que legitimaram o homicídio pelo aborto?
Hoje, nas comunidades vamos homenagearmos e abençoarmos com carinho, as mães que honram sua nobre e sublime missão materna.
Pe. José Jungblut
mdca0036@comnet.com.br