Diocese
Cruz Alta

 

Agenda do Mês

Salmo do dia

" Por entre as aclamações, Deus se elevou, / o Senhor subiu ao toque da trombeta!"

(Sl 46(47))


SÃO VICENTE PALLOTTI

 SÃO VICENTE PALLOTTI



  Vinde, gente de todas as raças, povos de toda terra e admirai, agradecei, bendizei
e glorificai o meu e vosso Deus, o meu e vosso Pai, o meu e vosso tudo. São
Vicente Pallotti

  Vicente Luiz Francisco Pallotti nasceu em Roma no dia 21 de abril de 1795. Foi o
terceiro dos dez filhos de Pedro Paulo Pallotti e Maria Madalena Rossi. Apesar dos
santos não nascerem prontos, desde pequeno demonstrou grande compaixão pelos
pobres. Era desapegado de suas coisas. Para espanto de sua mãe, dava seus sapatos,
sua camisa e chegou até a dar seu colchão e as roupas de cama. Palpitava dentro de
seu peito um coração tão determinado que era impossível ficar parado diante da
realidade que percebia. Sentia o amor de Deus sobre ele e fazia de tudo para
responder a essa graça. Sem imposições buscava fazer com que todos percebessem a
necessidade de se abrirem a Deus.

  Foi ordenado sacerdote em 16 de maio de 1818. E à Paróquia do Espírito Santo em
Roma, não foi bem recebido. Escondiam dele as chaves da Igreja e o material
litúrgico. Com serenidade seguiu em seu trabalho.

  Professor, diretor espiritual do seminário de Roma e capelão do hospital militar,
gostava de visitar presos, pobres e doentes. Era dominado por uma paixão pelo
infinito, e desejava reconduzir todas as pessoas ao Pai. Dizia que encontramos
sentido na vida quando amamos as pessoas e a Deus.

  Padre Vicente chamava a todos para o trabalho ativo pelo reino de Deus. O leigo
para ele não podia ficar na sombra dos padres, era preciso que trabalhassem. Em 09
de janeiro de 1835, funda a "União do Apostolado Católico - UAC". Pallotti pensava
num trabalho onde padres, leigos de todas as áreas e religiosos estivessem em
igualdade. Isto era muito inovador para a época. Organiza um sistema para ajudar
os necessitados em forma de vale, os quais eram pagos pela União do Apostolado
Católico.

  Em 1837 Roma foi acometida por uma epidemia de cólera. Houve seis mil mortes na
cidade. Inclusive o pai de Pallotti. Pe. Vicente junto com seus companheiros
estava sempre nas ruas ajudando as pessoas. Passada a epidemia era preciso
providenciar abrigo aos órfãos. Com a ajuda dos religiosos e leigos fundou
orfanatos e escolas. "Descansaremos no céu" dizia ele.

  Pallotti trabalhou pela renovação da Igreja e para reavivar a fé. Notava um
esfriamento no espírito das pessoas. Seu desejo era despertar a responsabilidade
de cada cristão para ajudar os outros, em nome de Jesus.

  Morreu em 22 de janeiro de 1850, com 55 anos, de uma crise pulmonar agravada pela
chuva e frio que passou após ter dado sua capa a um mendigo. Foi canonizado em
1963, em pleno Concílio Vaticano II pelo Papa João XXIII, o qual disse do Santo:
"São Vicente Pallotti não se apagou no ministério ordinário. Ideou novos meios
para fazer conhecer e amar Deus".

  A diocese de Cruz Alta teve na sua origem a figura de muitos padres palotinos.
Hoje novamente a mensagem de Pallotti chega até nós através da formação dos
seminaristas na Faculdade Palotina em Santa Maria e no Curso de Teologia para
Leigos que inicia no próximo ano em Cruz Alta. Os Palotinos e a União do
Apostolado Católico conservam as idéias de seu fundador e permanecem abertos a
todo o povo de Deus.


  Ângelo Lôndero - Professor de Teologia Fundamental da Faculdade Palotina, FAPAS

  João André Kummer - Aluno do 2º. Semestre de Teologia da Faculdade Palotina, FAPAS