Diocese
Cruz Alta

 

Agenda do Mês

Salmo do dia

"Ó Senhor, me estendeis o vosso braço e me ajudais".

(Sl 137(138))


Setembro: Mês de aprofundar assuntos bíblicos

 

Setembro: Mês de aprofundar assuntos bíblicos
 Dom Frederico Heimler
Estamos entrando no “Mês da Bíblia”, quando de maneira especial, valorizamos a palavra de Deus. Neste momento de caminhada diocesana queremos frisar especialmente os nossos compromissos com a família. Estamos implantando a Pastoral Familiar na Diocese de Cruz Alta, preparando-nos já para esta prioridade do ano que vem.
Em Lc 2, 41-52 nos deparamos com o susto de José e Maria, quando se deram conta, que Jesus não se encontrava entre a comitiva que voltava para Nazaré. De imediato voltaram para Jerusalém, para procurar o menino. Só o encontraram três dias depois no templo. Segue um diálogo cheio de preocupações por parte dos pais. Mas Jesus, por sua vez, responde simplesmente: ”Por que me procuráveis? Não sabíeis que eu devia estar na casa de meu Pai?” Esta resposta deu o que pensar para os pais. Ser pai e mãe não é tarefa simples. Mas eles se uniram ao redor do filho Jesus. Eles nos mostram os cuidados com os filhos, mas sempre podem acontecer fatos imprevisíveis. 
Deus estabeleceu mandamentos (normas) para proteger a família. Jesus discorda dos critérios descabidos dos fariseus e re-estabelece a ordem original (cf. Mc 10,9). Mas ele não critica simplesmente o divórcio; ele mesmo quer estar no meio do casal, para que nenhum dos dois deixe endurecer o próprio coração (cf. Mt 18,20). Por descuido, por interesses, por paixões podemos transgredir mandamentos de Deus. Os evangelhos nos brindam vários fatos a respeito disso nos capítulos Mt 9,13; Mc 2,17; Lc 7,36-50; 19,9, Jo 3,16; 3,34; 6,50s; 8,3-11; 10,9. Jesus nos acolhe como um verdadeiro irmão e amigo. A Pastoral Familiar, tratando dos casos especiais, nos leva a adotar o acolhimento de Jesus. Nós damos, por demais rapidamente, um “não” a quem nos aborda. Um católico em “segunda união” pode envolver-se com tantas coisas na Igreja Católica: ele pode rezar, ler e ouvir a palavra de Deus na Igreja e em casa, participar do grupo de cantoria, engajar-se no grupo de limpeza dos vários ambientes, organizar e participar de festas, participar da equipe de dizimo, da catequese, de pastorais, de conselhos, fazer visitas a doentes, etc... Só não pode comungar. Afinal ele/ela quebrou um juramento solene de “ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte os separe”. Mas ele/ela pode também aprender a fazer a comunhão espiritual, que é tão simples. Jesus acolheu as pessoas. Porque nós não poderíamos e deveríamos fazer a mesma coisa?
Uma pessoa machucada requer um atendimento especial. Ela não deve e nem pode ser simplesmente ignorada ou até excluída. A inclusão propriamente dita acontece na participação do “Retiro do Bom Pastor”. É nele que acontecerá uma conscientização e compreensão mais profunda da fé. Haverá alguma despesa. Mas recuperar a paz interior não tem preço, é impagável. Esta Pastoral Familiar deverá surgir em todas as nossas paróquias. Todos os movimentos, como também as pastorais deverão participar de cursos de atualização, para entender com mais profundidade a abrangência desta proposta. Vamos olhara para frente; Jesus é a nossa grande esperança.